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O ciclone que atingiu o Rio na noite de sábado, deixando sete mortos, 3.013 desalojados e 29 desabrigados, é, segundo especialistas, fenômeno difícil de se prever e muito raro no estado: só acontece em intervalos de mais de 10 anos. Ontem, mais uma morte foi confirmada, subindo para sete o total de vítimas. Ari Ferreira Aguiar, 51 anos, caiu num valão e foi levado pela enxurrada quando pedalava sua bicicleta. Ele foi encontrado horas depois por bombeiros. Até ontem, os efeitos devastadores do temporal ainda eram sentidos na Região Metropolitana, onde mais de oito mil alunos ficaram sem aula, porque duas creches, nove escolas municipais e duas estaduais fecharam por falta de luz e acúmulo de lixo na porta.
O núcleo da tempestade se formou em Santa Catarina e se deslocou para a costa fluminense, onde encontrou temperatura e umidade altas e outro sistema de baixa pressão atmosférica (decorrente de aumento de temperatura) vindo do Espírito Santo, explicam os meteorologistas. - É difícil prever esse fenômeno, que é incomum aqui porque o Rio não costuma sofrer avanços de frentes frias. Estava previsto que haveria chuva à noite, mas não nessa intensidade - explica Isimar Santos, professor de Meteorologia da UFRJ.
Durante quase cinco horas, o ciclone, que alcançou a cidade às 20h15, trouxe ventos de até 65 quilômetros por hora e cinco vezes mais água do que uma chuva normal. Os bairros em que mais choveu foram Rocinha, Jacarepaguá, Jardim Botânico e Alto da Boa Vista.
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